O Marketing Digital está perdendo a credibilidade? (E como a Jornada de Compra pode salvar seu negócio)

categoria: marketing digital

O marketing digital está perdendo a credibilidade.

É o que acabo vendo ao falar com empresários todos os dias. Seja para vender meu produto/serviço, seja por estudo de mercado mesmo. Nós estamos vivendo a era das falsas promessas.

Recentemente, eu me deparei com um vídeo interessante do Arthur Dambros sobre a banalização do marketing e comecei a pensar sobre isso em relação ao serviço que presto, aos resultados que já entreguei para o mercado e ao que estou vendo como tendência para os próximos anos.

Vale a pena dar uma olhada: https://youtu.be/-C587oBTcOM?si=lsd7DZGBBfyy3wiH

A porta de entrada mega facilitada para novos prestadores de serviço!

Em apenas 4 anos, eu vi o mercado digital evoluir de uma forma absurda. Nós temos ferramentas que antes eram dificílimas de se operar liberadas de forma gratuita e democrática para todo mundo que quer “tentar a sorte” no digital. Eu estou falando de editores de vídeo, das próprias plataformas de anúncios e, principalmente, da IA.

Tudo liberado e DE GRAÇA.

A única coisa que impede uma pessoa de empreender no digital hoje é ela mesma, porque até o conteúdo que era super caro, hoje está disponível gratuitamente para que qualquer um possa aprender a fazer anúncios e vender pela internet.

E aí, o que isso gera? Commodity. Pra lá e pra cá.

A banalização do marketing digital e as promessas de lucro absoluto sobre o investimento em “marketing” — que é a palavra usada para qualquer serviço que traga leads para as empresas hoje. Qualquer um pode vender um serviço que, antigamente, exigia formação para ser aplicado em campanhas sérias de empresas grandes.

Eles prometem vendas e aumento de faturamento apenas rodando tráfego ou fazendo posts nas redes sociais. E mais: com uma verba limitada.

Eu tenho minhas considerações sobre isso: são apenas “empresários” querendo lotar suas agências de clientes para manter a rotatividade de caixa e o faturamento mensal, mas, no final, são só números. Porque uma parceria comercial digital não se sustenta apenas entregando tráfego pago.

E aí que entra o grande ponto: a frustração de todo um mercado decepcionado.

São empresários, prestadores de serviço e autônomos que já se decepcionaram com o tal do “tráfego pago” e não querem mais saber desse marketing digital. Para eles, isso não funciona.

O último empresário que me contou sua “história triste” disse que a equipe mal passava os relatórios daquilo que estava fazendo e ele não obteve nenhuma MENSAGEM sequer com mais de 200 reais investidos.

O caminho que funcionou!

Eu mesmo já fiz parte dessa estatística, antes de entender que gerar demanda para os meus clientes, isoladamente, também não me fazia um bom marketeiro. E nisso, eu sempre fui muito bom:

Mais de 6 mil oportunidades de vendas em 3 meses de tráfego pago.

Mas como eu ainda perdia clientes mesmo apresentando esses resultados? Como eu ainda era trocado por outros profissionais que cobravam mais barato?

Eu entendi, depois de estudar alguns dos melhores marketeiros do mundo, que a gestão de tráfego ou a geração de leads para os meus clientes não era, por si só, o marketing completo. Eu comecei a entender a Jornada de Compra, apresentada pelo pai do Marketing, Philip Kotler.

É simples: todo cliente tem uma jornada até a compra do seu produto. Essa jornada exige alguns pontos de contato que são essenciais para o avanço dele até a etapa final.

No começo, seu cliente apenas assimila sua marca e sua empresa. Depois, ele é atraído de acordo com aquilo que vê no seu produto. Então, ele precisa considerar (arguição) tudo o que você entrega e como pode pagar por isso. A partir daí, ele executa a ação de comprar e, por fim, ele sai falando de você — podendo ser bem ou mal, de acordo com a experiência que teve (apologia).

Eu gravei um vídeo explicando melhor a jornada de compra, caso queira aprofundar um pouco mais:

 

 

Quando a gente entende que cada etapa da jornada pode ser otimizada e que a internet hoje oferece diversas ferramentas para essa otimização, o trabalho de marketing é melhor aplicado para o contexto do cliente.

Vou usar um exemplo de uma cliente que contratou meu serviço de otimização de jornada de compra. Era um estúdio de depilação a laser que estava passando por um rebranding e precisava acelerar suas vendas dentro de um cenário de transição.

A primeira coisa que fizemos ao analisar a jornada de compra foi entender que a base de clientes inativos deles era enorme. Quando notamos uma oportunidade de caixa rápido apenas com ações internas para esses clientes, como disparos de mensagens e automações, já tivemos um resultado expressivo logo no primeiro mês de contrato.

Sem gastar 1 real de verba para tráfego.

Usamos essa base para nos trazer prova social sobre como o estúdio tinha mudado e fizemos uma campanha com o público “look-a-like” (quando pedimos ao Meta que mostre nosso anúncio para pessoas parecidas com as listas que enviamos). Um pequeno ajuste na parte comercial rendeu um ótimo começo de campanha. E isso, nós entendemos apenas ao estudar a jornada de compra do cliente antes de qualquer outra coisa.

O diferencial do estrategista

Ao me deparar com os grandes livros de marketing, eu sempre vejo algo em comum: a evolução constante das ferramentas não tira o fundamento básico. Para vender algo, é necessário estudar o produto e o público para quem se vende. Depois disso, através de anúncios, apresentar soluções para as dores que esse público sente e levá-los até a compra.

Simples assim.

Os profissionais que não entendem esse básico podem propor retorno financeiro imediato, vender serviços por valores irrisórios e se valer apenas de gerenciadores de anúncio. O empresário que precisa de marketing precisa estar preparado para entender o que é de verdade e fugir desse tipo de promessa.

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